janeiro 31, 2006

Hazey Jane

Hazey Jane I

Do you curse where you come from,
Do you swear in the night
Will it mean much to you
If I treat you right.
Do you like what you're doing,
Would you do it some more
Or will you stop once and wonder
What you're doing it for.
Hey slow Jane, make sense
Slow, slow, Jane, cross the fence.

Do you feel like a remnant
Of something that's past
Do you find things are moving
Just a little too fast.
Do you hope to find new ways
Of quenching your thirst,
Do you hope to find new ways
Of doing better than your worst.
Hey slow Jane, let me prove
Slow, slow Jane, we're on the move.

Do it for you,
Sure that you would do the same for me one day.
So try to be true,
Even if it's only in your hazey way.

Can you tell if you're moving
With no mirror to see,
If you're just riding a new man
Looks a little like me.
Is it all so confusing,
Is it hard to believe
When the winter is coming
Can you sign up and leave.
Hey slow Jane, live your lie
Slow, slow jane, fly on by.


Hazey Jane II


And what will happen in the morning when the world it gets
so crowded that you can't look out the window in the morning.

And what will happen in the evening in the forest with the weasel
with the teeth that bite so sharp when you're not looking in the evening.

And all the friends that you once knew are left behind they kept you safe
and so secure amongst the books and all the records of your lifetime.

What will happen
In the morning
When the world it gets so crowded that you can't look out the window
in the morning.

Hey, take a little while to grow your brother's hair
And now, take a little while to make your sister fair.
And now that the family
Is part of a chain
Take off your eyeshade
Start over again.

Now take a little while to find your way in here
Now take a little while to make your story clear.
Now that you're lifting
Your feet from the ground
Weigh up your anchor
And never look round.

Let's sing a song
For Hazey Jane
She's back again in my mind.
If songs were lines
In a conversation
The situation would be fine.

# Nick Drake

Em contra mão - Nick Drake tem uma panca jeitosa com o nome Joana e seus associados, não basta 2 Hazey Jane, como tem também uma Joey e The Thoughts of Mary Jane é bem!! E sim..são fantásticas.

janeiro 30, 2006

Alfama



Deixem-se levar pela mão, andem aos saltos pela calçada, espreitem pelas casas, metam-se por becos e ruelas, alinhem num faduncho e acabem de olhos fechados...

Happiness is a warm gun!

janeiro 29, 2006

Jenny Lewis with the Watson Twins - Rabbit Fur Coat














Agarrem este disco! É lindo!!

Aqui fica uma prendinha.
http://s44.yousendit.com/d.aspx?id=1KRLQZL9IGR7Z1R3R7I7Z4O2OZ


" You can wake up younger under the knife
And you can wake up sounder if you get analysed...
There but for the grace of god go I..."

janeiro 26, 2006

Baby Dolls



Não sendo muito usual, fica aqui uma proposta auditiva no mínimo surpreendente.
;)
AQUI

Los Angeles


Uma Thurman

Os anjos tomam demasiados ácidos.

janeiro 24, 2006

Cesariny II

estação

Esperar ou vir esperar querer ou vir querer-te
vou perdendo a noção desta subtileza.
Aqui chegado até eu venho ver se me apareço
e o fato com que virei preocupa-me, pois chove miudinho

Muita vez vim esperar-te e não houve chegada
De outras, esperei-me eu e não apareci
embora bem procurado entre os mais que passavam.
Se algum de nós vier hoje é já bastante
como comboio e como subtileza
Que dê o nome e espere. Talvez apareça

Mário Cesariny

Porque há coisas que merecem ser ditas, lidas e re-lidas....

Cesariny

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto, tão perto, tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco

Mário Cesariny

Contra-Ordenações: Hopes and fears...just hopes and fears...

janeiro 22, 2006

Abertura

Quem arrotou em pleno concerto de Lupanar no passado sábado no Contagiarte?

janeiro 13, 2006


janeiro 08, 2006

Everyday is like Sunday



Riding on these waves
Holding on to what you say
Everything will be okay
it will work out one way

But I’ve drifted way too far
my arms my legs have grown too tired
And could you be inspired, now I’m just tired

And on a swing you push me hard
So I’ll come back to where you are
And you know I’m never far
no decisions nothing hard

And I knew that it would rain tonight
I’ll take the bus or the next flight
I won't give up on what feels right

If you see these tears fill in my eyes
It's just the wind that makes me cry
If you could feel this pain inside
It's from the drinks we drank last night
It's from the drinks we drank last night

The shadow of our past,
projects on clouds of dust and gas
The ones where my eyes will rest,
a silhouette of loneliness

If you see these tears fill in my eyes
It's just the wind that makes me cry
If you could feel this pain inside
It's from the drinks we drank last night
It's from the drinks we drank last night

Azure Ray The drinks we drank last night

Fins de tarde domingueiros passados em Lisboa...saudades do povo, saudades do gajo que chega hoje de Munique...life goes easy on me :)

janeiro 06, 2006

fireflies



The plan it wasn't much of a plan
I just started walking
I had enough of this old town
had nothing else to do
It was one of those nights
you wonder how nobody died
we started talking
You didn't come here to have fun
you said: "well I just came for you"

dEUS - Nothing Really Ends

janeiro 02, 2006

O segundo (tem 10 décimos de segundo)



Regressamos a um ano par, portanto redondo e divisível por 2. Um ano que nos dará um Presidente novo (who cares?). É o ano do jubileu, muitos de nós vão completar 25 anos.
Como é a viragem de metade da década, exigem-se acontecimentos marcantes. Esperam-se novos protagonistas.
Não sou nada pontual, é um defeito, mas a last call aproxima-se. Por muito que custe há que virar costas a certezas, a conforto, à estabilidade. Tudo isto a bem de construir, alicerçar uma vida própria, com carimbo individual.
Minuto a minuto olho para o relógio, como o coelho branco de Alice. O tempo não espera por ninguém.
Este ano há o World Jump Day e é minha resolução estar a milhares de quilómetros de onde me situo agora (deitado no chão a teclar, algures na sempre cinza cidade do Porto).
Este ano contem os segundos, contem comigo.

janeiro 01, 2006

O Primeiro Post de 2006

Confesso que sempre desenvolvi uma certa aversão a round up's de anos ou mesmo a passagens de ano, de qualquer forma aqui vai...
2005 foi um bom ano, entrou bem e acabou ainda melhor. Pelo meio houve derrapagens, embates e óbitos...mas faz parte. Foi severo qb mas no fim soou mais a réguada de primária que se apanha porque nos enganamos numa conta há muito estudade e que já deveria ser sabida. 2005 acabou, já se sabe a conta e não me parece que seja novamente esquecida.
Como também não me esqueço do cinema, filmes que vi e que fiz e que foram sendo postados aqui no EN, do tocante Closer e das suas cenas iniciais e finais, do indie-freak-teen Garden State (estes dois filmes surgem-me sempre em pares...como as cerejas) e acho que o irão surgir sempre. O Life Aquatic e a sua explosão nonsense retro acompanhado pelos secantes por vezes tocantes Sigur Rós naquela cena final/reveladora/clímax...breathtaking indeed. Houve um Crash que deu que pensar, cinema americano feito de narrativas paralelas que se entrecruzam e terminam num belo argumento. Equanto o Verão quente vai fugindo surge The Beat That My Heart Skipped ou em português porque é sempre um prazer escrever e pronunciá-lo, De Tanto Bater o Meu Coração Parou, história de um cowboy parisiense que varia entre música clássica e Bloc Party que tanto expulsa inquilinos de apartamentos como tenta aprender/melhorar os seus dotes ao piano. Violentamente belo! O Inverno chega-me com o Elizabethtown e sua banda sonora em jeito de road-trip, tocam-me os personagens (diga-se personagens e não actores)e a sua anti-heróica história...soube a bafo quente de Verão num Inverno frio e cortante. A quadra festiva inicia-se bem acompanhada e com Iron 3, cinema oriental, metódico, simples e belo onde tudo está onde deve estar, nem mais...nem menos.
Chegamos á música em 2005...foi tanta, tanta...tanta sacada, tanta trocada, tanta recomendada, tanta experienciada que só de pensar já dá preguiça de escrever porque me vou esquecer de algumas coisas e depois há outras que me disseram tanto e que agora são tão inofensivas, isto de ser fiel a música... sinto-me sempre um bocado bitch, sempre a tentar procurar algo novo a deixar este por aquele, a regressar lavada em lágrimas para depois delirar quando me surge ou toca algo de novo. Foi bom, é-o sempre...
Para o ano que agora começa faço alguns votos, espero que seja tão recheado de boa música e cinema como 2005 o foi, é com grande carinho e orgulho que aguardo o lançamento do novo album do The Weatherman, Alexandre a ver vamos se serás O Grande. A nível pessoal "Querido diário, espero que 2006 me traga" não! Não vamos entrar por aí, como já disse 2005 acabou da melhor maneira a todos os níveis, por isso 2006 vai continuar com o mesmo ritmo.
2005 foi também o ano em que o EN encerrou e re-abriu, fez um ano em Novembro e aqui ficam os parabéns a este pseudo-blog, caldo de tudo e mais alguma coisa, estrada de aparavalhamento assistido, cruzamento, rotunda e estacionamento de algumas pessoas que o vão fazendo ou simplesmente percorrendo.
Cá estamos nós para mais um ano...come aboard, we're expecting you

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