O Fim

Donovan, Mia Farrow, George, Maharishi, Paul e John
Tomo I
Houve quem desistisse da pontuação. Porque ela acaba. Porque ela divide.
Condiciona-nos a respiração.
Uma frase de um quilómetro é como um mergulho de apneia, esgota-nos. E perdemos-lhe o norte. Sentimos tontura. Voltamos atrás cambaleantes certos que da próxima vez não chegamos tão longe. Cansa, cansa, cansa...
O fim é isso. O fim é o silêncio. É quando respeitosamente, desistimos para podermos enfim ouvir.
NOTA1 :[Os linguistas, os grandes estudiosos da fonética, insistem que o OM ou AUM (sim, o tal da meditação Hindu, Budista, Yoga shit, etc.)é a perfeição máxima em termos de expressão (o sonoro absoluto), a vocalização e a vibração nasalada correspondente conjugam-se centrando a mente num único ponto. Calculo que a sua repetição (no mantra) conduza ao delírio, ahhhhhm, digo iluminação espiritual.]
II Tomo
E o nosso código genético dita-nos o tipo de liberdade que vamos usufruir. Se vamos viver muito ou pouco, com saúde ou não, se temos propensão para o crime ou para o génio ou para o génio do mal. Pensem em determinismo vs. livre arbítrio.
«O nosso destino , está (de facto) escrito.»
Mesmo se não tivermos a humildade para o admitir.
Porque um suicida não cumpre uma vontade: vontade teria o indivíduo de viver entre as restantes criaturas se tivesse escolha. Perguntem-lhe.
PS: Há quase dois meses que ninguém escreve nada por estas bandas.
Não quis desanimar ninguém com o meu post anterior!

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